Blog do Karol


Decepção

 

Em nossa vida surgem pessoas magnificas e que encantam o nosso coração, nos cativam e tornam a vida melhor. Mas essas mesmas podem nos causar uma dor tremenda mesmo depois de todo amor dado. Não falo apenas de paixão, pois para essa o post “500 days of Summer” foi criado. Falo de companheirismo abalado, de ser deixado de lado, posto como segunda opção quando as coisas começaram a ficar melhor, de ser usado somente para os dias tristes e quando o primeiro raio de sol surge, esse “amigo” te deixa a ver navios, sem direção.

 

Situações assim são comuns, e quem te machuca pode até fazer sem querer, por achar que não fez nada de errado, mas acaba sendo o espinho para o seu coração e te tirando o sono. As lições inicialmente que podem ser tiradas são pessimistas do ponto de vista de não querer se relacionar mais, até mesmo dizer que vida não tem mais sentido.

 

Mas observando por outro lado, a dor da desilusão não pode apagar a tentativa de criar laços, de se relacionar com o outro. Sei que isso dói e dói muito, pois sinto isso nesse momento, mas como diria a música: “prefiro sentir dor a não sentir nada”.

 

Hoje eu não consigo entender o que me atingiu, sei que meu coração está ferido. E quando ele aperta e entro em desespero, lembro da frase de uma amiga minha: “ninguém liga para o nosso sentimento”. Então o jeito é tirar a bunda gorda da cadeira, enxugar as lágrimas e seguir em frente, pois nada melhor do que um dia atrás do outro, para perceber que a vida é feita de vitórias e derrotas.



Escrito por Karol Wojtyla às 22h38
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A derrota vitoriosa

Seria mais uma história sobre catastrofe, muito treinamento e vitórias quase como mágica na temporada seguinte. Contos tipicamente americanos. Apesar de rotular o estilo deles de ser, o filme Somos Marshall nos relata sobre o quanto é importante aceitar as derrotas impostas pela vida e a partir daí seguir em frente.

 

Ao contrário de 500 days of summer, não vou deixar grandes spoilers, vou citar apenas um discurso do treinador Jack Lengyel que ao receber críticas do auxiliar sobre estar envergonhando a cidade e a memória do time anterior com aqueles resultados pifios e que não era justo trazer mais sofrimento para aquele povo. O treinador em sua primeira fala sensata diz: “Red, não importa se ganhamos ou perdemos. Nem importa como jogamos, o que importa é que joguemos. Que entremos em campo, que nós estejamos lá sábado, que mantenhamos esse programa vivo. Vamos jogar. Red, estou te dizendo, um dia, não hoje, nem amanhã, talvez não durante essa temporada, talvez nem na próxima, mas um dia, você e eu vamos acordar e de repente nós seremos como todos os outros times onde vencer é tudo e a única coisa que importa. E quando esse dia chegar, caramba, nós vamos honrar a memória daqueles que não estão mais conosco”.

 

A visão do treinador é interessante, porque por um instante ele entende a limitação do seu time que foi formado meio as pressas e que de forma alguma tem a qualidade que ele esperava. E sabe que para tornar o time vencedor, era preciso primeiro jogar, mesmo que isso implicasse em derrotas humilhantes, pois ele bem sabia que a luta não era contra o adversário de carne e osso e sim contra toda a insegurança e medo que rondava um cidade arrasada pela tragédia. A cena do dia do jogo contra a Xavier em que os cidadãos saem de casa, mostra quão importante foi a decisão do treinador em se manter firme na idéia de continuar o programa de Futebol americano na Universidade de Marshall.

 

Não defendo a mediocridade ou o comodismo, mas há momentos em que não adianta chorar, gritar, sofrer ou fazer qualquer tentativa desesperada para mudar a situação em questão. Nada sairá como planjeado, nem terá o final por nós sonhado. Nessas horas, o sábio é aquele que tem a paciência para aceitar as limitações  e jogar com as peças que são dadas pelo jogo da vida.

 

O filme é um lição que é preciso seguir em frente, pois coisas desagradaveis vão acontecer, que pessoas amadas vão desaparecer e que decepções aparecerarão em nossas vidas uma hora ou outra. Mas mesmo que dor seja insuportável no começo, adiante ela vai passar, será cicatrizada ou até totalmente curada. E mesmo diante da derrota certa, eu mais uma vez usarei as palvras de Lengyel:

“Nós podemos ficar atrás do placar no final do jogo, mas se jogarmos com o coração até o último instante, nós não poderemos ser derrotados”.

 



Escrito por Karol Wojtyla às 15h37
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Nome

 

Meu nome é Karol Wojtyla. Pode parecer um pouco estranho, mas sou homem.

 

Você, igual a quase todo mundo, vai perguntar se Karol não é nome de mulher. Até posso concordar, só que há uma história por trás dele (o nome).

 

Meu pai era muito católico quando nasci e aproveitou a visita de João Paulo II a São Luis para homenagea-lo, fazendo o nome de batismo dele igual ao meu. Karol é um nome polonês que se fosse traduzido para o português seria algo como Carlos. Isso eu só vim descobrir depois que um amigo ao estudar a história do papa me contou.

 

Na cidade em que vivi a infância e adoslecência foi bem tranquilo, pois as pessoas sabiam quem eu era e não ficavam toda hora estranhando. As coisas começaram a ficar diferente quando tive que estudar fora, pois Pio XII não tinha uma boa escola de 2° grau (atual ensino médio).

 

Assim que cheguei no anglo em Santa Inês foi uma zoação só, tinha gente que  apontava o banheiro das mulheres para eu ir. Na faculdade, não foi apenas bagunça, houve também grande decepção, pois passei para engenharia elétrica e como de costume poucas meninas queriam. Na época tinha sido um ano farto, já que na lista de aprovados haviam 5 mulheres de 36 alunos. Mas os dias passavam e nada da Karol aparecer para o inicio das aulas. Ainda hoje, alguns amigos comentam a tristeza de saber que o número de meninas tinha reduzido para 4.

 

Em todos os casos além dos citados acima, as pessoas depois de me conhecerem acabavam com as brincadeiras. Ou por me respeitar e admirar a pessoa que eu era, ou apenas por saber que não adiantava brincar e tentar encabular, pois aquilo não surtia efeito comigo. Alguns amigos ainda tentavam me chamar de Wojtyla, só que logo entrava em desuso e voltavam a me chamar pelo primeiro nome.

 

Não pense que o contrangimento natural de ter um nome não usual como o meu afeta somente a mim. Essa história uma amiga minha de faculdade adora e nunca me deixa esquecer. Uma vez, fui pegar o carteira de estudante para poder pagar meia-passagem. Me dirige a atendente e pedi o bendito. Ela olhou para o ticket de recebimento e emendou: “Ahhh, só ela pode pegar”. Coitada da menina, pois ela não sabia onde meter a cara, depois que eu disse que “a” Karol na verdade era eu.

 

 

Ps.: Não deixei claro, mas amo meu nome. Ele ajudou a construir um pouco do que eu sou.

 

 



Escrito por Karol Wojtyla às 22h42
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Arrependimentos

 

Existem coisas em nossa vida que são características, arrependimento e análise fazem parte da minha, mas o segundo é assunto para outro post.

 

Há uma lista imensa de coisas que queria ter feito e não fiz porque achei que poderia fazer mais tarde. O tempo foi passando e percebi que as coisas tem seu tempo certo e não adianta realizar mais tarde, pois o sabor é completamente diferente. O engraçado é que sempre encontro a desculpa ideal para tomar as atitudes, só que depois, elas parecem tão sem sentido que não entendo como me deixei levar por elas. Tenho 3 casos que explicam bem a situação.

 

Difamei uma colega minha de classe. Ela veio até mim reclamar o motivo daquilo e eu só ri para ela e disse que era tudo verdade. Terminaram as aulas e no ano seguinte voltei para o Maranhão, nunca mais vi ela e sempre desejei pedir desculpas pelo acontecido.

 

Não fui a festa de 50 anos de um tio com a desculpa de que a viagem seriam muito cansativa e que não consegueria estudar para uma prova na segunda. Então fiquei em casa. Dois anos depois, meu tio morreu.

 

Tinha ido ao carnaval meio a contragosto, pois a minha vontade era ter ido direto para o retiro, mas me deixei levar pela argumentação do meu pai e fiquei o sábado à noite. Os meninos disseram que iriam arranjar uma menina para que eu não fosse embora. De fato, eu até arranjei e dizem os meus primos que marquei de encontar com ela os outros dias. Só que domingo pela manhã, arrumei as malas e me mandei para o retiro. O engraçado foi que lá, não tirei o pensamento dela.

 

Uma amiga minha diz que essa história de se arrepender no outro dia por uma coisa que não fiz era a minha cara. Ainda tenho alguns delizes, mas apanhando muito da vida, passei a aproveitar os momentos no tempo exato em que eles acontecem, e não dando mais desculpas. Ficando fora, apenas quando não há mais alternativas.



Escrito por Karol Wojtyla às 22h19
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Listas

    Como é de costume, todo ano fazemos listas disso e daquilo. As promessas se amontoam, como se apenas a virada de um dia para o outro fosse transformar tudo, sem ao menos movermos um palha. Assim, magicamente do nada, tudo se materialize e pronto. A idéia até que é legal e também tenho lá minhas listas, sempre não cumpridas......srsrsrsrsrs. Mas dessa vez, resolvi mudar um pouco e deixar uma lista de filmes (assistidos em 2009), sites e uma historinha da turma da mônica que sempre mexeu comigo. Segue a bendita com seus comentários:

 

Filmes:

 

  1. 500 dias com ela è não preciso dizer nada, já que ganhou até um post no blog. É a história de romance/não romance que mais gostei.
  2. Se beber, não case è comédia sobre despedida de solteiro em las vegas. Rende boas risadas com o inusitado desaparecimento do noivo no dia do seu casamento,
  3. Quem quer ser um milionário è Nada como ganhar dinheiro e ainda por cima levar a garota com as experiências da vida.
  4.  O curioso caso de Benjamin Button è História interessante de um bebê que nasce com todos os indicios de velho e vai rejuvenescendo. As cenas que aparecem o velho contando que foi atingido por sete raios é hilária.
  5. Star trek è Não sou fã da serie, mas esse filme ficou bem legal, ainda mais porque eu e meus irmãos queríamos assistir anjos e demônios, mas as sessões estavam esgostadas. Não precisa dizer de qual filme a gente gostou mais.

 

Sites:

 

  1. www.substantivolatil.com è os textos dessa menina são arrasadores, ela simplesmente consegue colocar sentimentos em palavras. Ela só demora um pouco para atualizar, mas é sempre bom ler o que ela escreve.
  2. www.kibeloco.com.br è para quem gosta de sátiras sobre tudo e todos, esse site tem um repertório amplo. Você vai simplesmente morrer de rir uma hora ou outra dos achados e comentários desse cara.
  3. http://colunas.globoesporte.com/bolanascostas è blog um pouco parecido com o kibeloco, mas com enfoque a sátira futebolística. Para quem gosta de futebol, um prato cheio.
  4. www.omelete.com.br è para viciados em cinema, como eu, esse site traz críticas dos filmes, trailers e entrevista com diretores e atores, além de especiais sobre os filmes mais aguardados.
  5. http://www.youtube.com/user/raywilliamjohnson?blend=1&ob=4 è Se você souber inglês, vai ficar ainda melhor, mas os videos que esse cara descobre são muito legais. O meu preferido é “try and failure, try and failure, try and failure”.

 

História:

 

Vai parecer coisa de criança, mas essa história do Chico Bento é uma das mais bonitas que já li a respeito de não ter medo de tentar http://www.monica.com.br/comics/porco/welcome.htm



Escrito por Karol Wojtyla às 11h54
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(500) days of Summer

 

   

 

    Se quiser ver um filme daquelas em que a garota fica com rapaz depois de vários encontros e desencontros, vá assistir outro filme, pois 500 dias com ela é sobre ter esperança depois que tudo acaba.

    Spoilers a partir de agora.

 

    É apaixonante a devoção de Tom (Joseph Gordon-Levitt) pela bela Summer (Zoey Deschannel). Ele acredita no amor e coloca todos os sentimentos nos cartões que faz, ela não. É alguém que gosta de curtir os relacionamentos sem querer ser rotulada de namorada/fica/esposa de alguém. E por isso, até parece que se completam, pura ilusão.

   

    A cena em que estão os dois no lugar preferido de Tom, conversando sobre porque ela tinha se casado com outro e não com ele é profundamente amarga e sincera de um jeito de doer a alma e odiar, pelo menos por um instante, aqueles olhos azuis e o sorriso singelo de Summer. Mas não se pode negar que a sinceridade dela ao mesmo tempo que dói, acalma um pouco, pois como se quisesse reparar a maldade que fez, ela diz que Tom estava certo e que de fato o amor existe e isso ele a ensinou.

   

    O rapaz do filme muda drasticamente por culpa do desprezo da garota, a ponto de deixar o trabalho e ir procurar algo menos romântico. Mas nem tudo é tristeza, pois assim como na vida, Tom percebe que depois de Summer (verão) sempre vem Autumn (outono).

  

    Para quem está como o coração partido, com eu, e acha que não existe mais sentido na vida, esse filme é uma boa pedida.

 

Ps.: A cena expectativa/realidade é uma delícia, pois de um jeito ou de outro nos conectamos a ela.

 



Escrito por Karol Wojtyla às 16h02
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Segunda tentativa

    Desde que entrei nesse mundo da internet, fui louco para criar um blog. Quando meus primos e amigos se amontoavam para criar fotologs, eu ia na contramão. Talvez porque não tivesse toda a beleza deles ou por sempre encontrar um erro aqui e ali nas minha fotos ou até mesmo por perceber que eu gostava mesmo era de comentar sobre os assuntos atuais e vez por outra expressar tristezas e alegrias. Apesar de ser louco por números, a escrita foi chamando minha atenção.

    Diante de tudo isso, eu criei um blog e até toquei por um tempo, colocando pontuação de concursos que alguns amigos de faculdade ajudavam e ficavam olhando todos os dias para ver se alguém tinha alcançado uma pontuação maior. Foi legal, mas eu cansei, não tinha tantas idéias do que poderia escrever, então, encerrei o mesmo.

    Agora, 3 anos depois, estou aqui novamente, para escrever um pouco, colocar alguns assuntos em dia, falar sobre cinema, futebol, cotidiano, novidades e curiosidades que possam surgir. Obviamente, as atualizações não serão diarias, semanais ou mensais, mas sim de acordo com a necessidade e tempo do blogueiro.

    Espero conquistar o leitor e principalmente poder vivenciar esse mundo (blog) que no começo eu deseja tanto, mas que perdeu a graça.



Escrito por Karol Wojtyla às 20h21
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